Vacas que produzem por décadas viram referência no leite
A grande campeã foi a vaca RCH JANNY 1010 IGNITER SHOTTLE TE, de propriedade do produtor Raphael Cornelis Hoogerheide, da Chácara Rino, em Carambeí.
Produzir muito leite é importante. Mas produzir por muitos anos, com saúde, fertilidade e alta qualidade do leite, é o que realmente diferencia os rebanhos de excelência. Esse foi o destaque da Premiação dos Criadores Destaques da Raça Holandesa 2025, promovida pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), em Carambeí (PR).
A premiação reconheceu vacas que alcançaram marcas impressionantes de produção vitalícia de leite e sólidos, reforçando o alto nível genético e técnico da pecuária leiteira paranaense.
A grande campeã foi a vaca RCH JANNY 1010 IGNITER SHOTTLE TE, de propriedade do produtor Raphael Cornelis Hoogerheide, da Chácara Rino, em Carambeí. O animal acumulou quase 200 mil quilos de leite ao longo da vida produtiva, além de 14.235,2 quilos de sólidos (gordura e proteína). O desempenho garantiu à vaca a liderança dos rankings nacionais pelo quarto ano consecutivo, consolidando-a entre as maiores produtoras de leite da América Latina.
A segunda maior produção vitalícia de leite ficou com a vaca J.D.F. MAMBORE 1888 SUPER, dos criadores Diego Dijkstra e Vinicius Dijkstra. O animal atingiu a marca de 150.668,8 quilos de leite, resultado que a coloca entre as maiores produtoras da raça Holandesa no Brasil.
Outro destaque veio de Castro (PR). A vaca CONSTENTATION ZENDA ADVENT-RED TE, dos criadores Alessandro H. Dekkers e Marisa Caus Dekkers, alcançou a terceira maior produção vitalícia de leite e a segunda maior produção de sólidos de 2025, com 150.301,3 quilos de leite e 10.811,8 quilos de sólidos.
Na categoria sólidos, a terceira maior produção vitalícia do Paraná foi registrada pela vaca RÉGIA QUIROPA 2386, do produtor Marvin Epp. O animal acumulou 9.677,5 quilos de sólidos e 136.330 quilos de leite, demonstrando não apenas volume de produção, mas também elevada qualidade da matéria-prima entregue à indústria.
Por que isso importa para o produtor?
A produção vitalícia é hoje um dos principais indicadores de eficiência na pecuária leiteira moderna. O índice considera todo o leite produzido por uma vaca durante sua vida e está diretamente relacionado à genética, manejo, sanidade, reprodução e bem-estar animal.
Na prática, vacas mais longevas permitem diluir os custos de criação e reposição ao longo de mais lactações, aumentando a rentabilidade da atividade. Além disso, animais que permanecem produtivos por mais tempo contribuem para sistemas mais sustentáveis, reduzindo a necessidade de descarte precoce e melhorando a eficiência do rebanho.
Segundo a APCBRH, os resultados alcançados pelos animais premiados refletem décadas de investimentos em programas de melhoramento genético e no uso de ferramentas como Controle Leiteiro, Classificação para Tipo e programas de avaliação genética da raça Holandesa.
Os números reforçam o protagonismo do Paraná na produção leiteira nacional e mostram que a combinação entre genética, manejo e longevidade produtiva é um dos caminhos mais seguros para aumentar a rentabilidade da fazenda.
🔧 Orientação prática: Se você produz leite, acompanhe indicadores de longevidade do seu rebanho, como idade ao descarte, número de lactações e produção acumulada por vaca. Muitas vezes, a maior rentabilidade não está apenas em produzir mais leite por dia, mas em manter vacas saudáveis e produtivas por mais anos dentro do sistema.
Fonte: Milkpoint.