Pecuária

Carne suína: exportações desaceleram em julho

Segundo os pesquisadores do Cepea, as Filipinas fizeram compras em ritmo acelerado durante todo o primeiro semestre de 2026.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
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Depois de um primeiro semestre de muito movimento, as exportações brasileiras de carne suína deram uma desacelerada entre junho e julho. É o que mostram os dados da Secex analisados pelo Cepea.

O principal motivo foi a queda nas compras dos países asiáticos — com destaque para as Filipinas, que hoje são o maior destino da carne suína brasileira no mundo.

O que aconteceu

Segundo os pesquisadores do Cepea, as Filipinas fizeram compras em ritmo acelerado durante todo o primeiro semestre de 2026. Isso fez com que o país formasse estoques maiores do que o normal. Com os armazéns cheios, a demanda deu uma ajustada natural em julho.

Essa acomodação não é nenhuma novidade no setor. O Cepea lembra que, nos últimos 10 anos, as exportações de carne suína tiveram queda em julho em cinco ocasiões, incluindo no ano passado.

Em 2025, o movimento foi parecido: a maioria dos países asiáticos — como China, Filipinas e Japão — reduziu o ritmo de compras da proteína brasileira nessa época do ano. Ou seja, é um comportamento que já virou padrão no calendário do comércio internacional da carne suína.

O que isso significa para você, produtor

Essa desaceleração não é um sinal de alarme. Ela reflete mais o ritmo de compras dos importadores do que qualquer problema com a qualidade ou a competitividade da carne suína brasileira.

Na prática, significa que o primeiro semembro foi tão forte que os compradores precisaram de um tempo para absorver o que já compraram. A tendência é que, com o escoamento desses estoques, as negociações voltem a aquecer nos próximos meses.

O mercado internacional segue aquecido para a carne suína do Brasil. A diversificação de destinos — com Filipinas, China e Japão como grandes parceiros — ajuda a manter a estabilidade mesmo em meses de ajuste.

🔧 Orientação:

  1. Acompanhe o ritmo das cotações: Mesmo com queda no volume, fique atento aos preços pagos pelos frigoríficos. A desaceleração temporária pode abrir espaço para boas negociações com quem está comprando.

  2. Planeje a reposição do plantel: Se os embarques deram uma freada, use esse momento para ajustar os custos de produção e planejar a entrega de animais para o próximo ciclo de vendas, que deve se aquecer novamente.

  3. Mantenha a qualidade em dia: Mercados asiáticos são rigorosos com sanidade e rastreabilidade. Investir em boas práticas de manejo e na documentação da granja é o que garante sua competitividade quando a demanda voltar a crescer.

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