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Tarifa dos EUA preocupa, mas impacto deve ser limitado

Segundo análise da InvestSmart XP, a cobrança ainda não entrou em vigor e está prevista para começar apenas em 15 de julho de 2026.

Daniel Vilar
Especialista
5 min de leitura
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A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros voltou a acender o alerta no comércio exterior. Apesar da preocupação inicial, especialistas avaliam que os impactos diretos para a economia brasileira tendem a ser moderados, principalmente devido à extensa lista de exceções incluídas na medida.

Segundo análise da InvestSmart XP, a cobrança ainda não entrou em vigor e está prevista para começar apenas em 15 de julho de 2026. Até lá, o governo brasileiro poderá participar de consultas públicas e conduzir negociações para tentar modificar ou reduzir os efeitos da proposta.

Um dos principais fatores que reduzem o potencial impacto é que importantes produtos do agronegócio brasileiro ficaram de fora da lista tarifária. Entre as exceções estão carnes, frutas, cereais e café, itens que possuem participação relevante nas exportações para o mercado norte-americano.

A medida já era esperada por parte do mercado, uma vez que as investigações que serviram de base para a decisão foram iniciadas em julho de 2025. Ainda assim, o anúncio reforça um cenário de maior tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Além das questões comerciais tradicionais, o governo norte-americano citou temas ligados ao comércio digital e aos serviços financeiros como justificativa para a proposta. Entre os pontos mencionados estão o sistema de pagamentos Pix, apontado anteriormente pelo presidente Donald Trump como um possível fator de concorrência para empresas financeiras americanas, além de discussões envolvendo plataformas de mídia social que operam no Brasil.

O documento também faz referências a temas como propriedade intelectual, combate à corrupção, reciprocidade tarifária no comércio de etanol, benefícios comerciais concedidos a outros países e questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Para o agronegócio brasileiro, a exclusão de produtos estratégicos da lista reduz os riscos imediatos. No entanto, especialistas destacam que o episódio demonstra a importância de acompanhar continuamente os desdobramentos das relações comerciais entre os dois países, especialmente para setores que dependem das exportações.

Na prática, produtores rurais e empresas exportadoras não devem observar impactos significativos no curto prazo para cadeias como café, carnes e grãos. O maior efeito, neste momento, está relacionado ao aumento da incerteza nos mercados e à necessidade de monitoramento das negociações diplomáticas.

🔧 Orientação prática: Se você atua em cadeias exportadoras, acompanhe as atualizações das entidades setoriais e dos órgãos de comércio exterior. Mesmo quando um produto está fora das tarifas, mudanças nas relações comerciais internacionais podem influenciar logística, câmbio e oportunidades de mercado nos próximos meses.

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