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Café arábica fecha maio em queda

Em várias regiões produtoras, os cafezais ainda apresentam diferentes estágios de maturação dos frutos, o que exige maior seletividade na operação.

Daniel Vilar
Especialista
5 min de leitura
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Título: Café arábica fecha maio em queda

O mercado de café arábica encerrou maio com forte desvalorização, pressionado principalmente pelo avanço da colheita da safra 2026/27 no Brasil. Segundo levantamento do Cepea, a expectativa de uma produção recorde no país aumentou a oferta disponível no mercado e contribuiu para a queda dos preços ao longo do mês.

A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, ficou em R$ 1.653,92 por saca de 60 quilos. O valor representa recuo de 8,7% em relação à média de abril, quando a saca foi negociada a R$ 1.811,87.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, essa foi a menor média mensal registrada desde outubro de 2024, considerando os valores corrigidos pela inflação. Durante maio, o indicador também chegou a registrar os menores preços diários desde novembro do ano passado.

Apesar da pressão da oferta, a colheita não avançou com a velocidade inicialmente esperada. Em várias regiões produtoras, os cafezais ainda apresentam diferentes estágios de maturação dos frutos, o que exige maior seletividade na operação. Além disso, chuvas pontuais registradas ao longo do mês dificultaram o trabalho das máquinas e equipes de campo.

Outro fator que chamou a atenção dos produtores foi a ocorrência de granizo em áreas do Sul de Minas Gerais, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Ilicínea. As tempestades atingiram lavouras em pleno início da colheita, provocando queda de frutos e preocupações quanto à qualidade dos grãos.

Os prejuízos ainda estão sendo avaliados pelos produtores e pelas entidades do setor. Em muitos casos, os frutos que caem ao solo podem ser recolhidos e aproveitados em linhas de café de menor valor agregado, mas há risco de perdas de qualidade dependendo das condições de coleta e secagem.

Nos últimos dias, a redução das chuvas permitiu a retomada das atividades em praticamente todas as regiões cafeeiras do país. Com o avanço da colheita, o mercado segue atento ao volume efetivamente produzido e à qualidade dos lotes que chegam aos armazéns.

A expectativa é que a entrada da nova safra continue influenciando a formação dos preços nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, fatores climáticos e eventuais perdas localizadas seguem sendo monitorados pelos agentes do mercado.

🔧 Orientação: Se você está em fase de colheita, vale a pena redobrar a atenção com a qualidade dos lotes, principalmente em áreas que receberam chuvas ou granizo recentemente. A separação adequada dos grãos e o manejo correto da secagem podem reduzir perdas e ajudar a preservar o valor comercial da produção.

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