Arroz perde preço no mercado interno mas consumo pode aumentar
No Brasil, a Conab revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26, reforçando a atenção do mercado sobre disponibilidade e preços nos próximos meses.
O mercado de arroz em casca segue pressionado no Rio Grande do Sul, com baixa liquidez e negociações lentas entre produtores e compradores. Segundo o Cepea, a valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade do arroz brasileiro no exterior e enfraqueceu a demanda internacional, que vinha ajudando a sustentar os preços.
Ao mesmo tempo, produtores seguem resistentes a vender em valores mais baixos, enquanto compradores mantêm postura cautelosa diante do cenário de mercado. Esse desequilíbrio tem reduzido o volume de negócios no mercado spot gaúcho.
No cenário internacional, porém, os fundamentos continuam apertados. O USDA projeta queda de 0,9% na produção mundial de arroz beneficiado na safra 2026/27, estimada em 537,9 milhões de toneladas.
Enquanto isso, o consumo global deve atingir recorde de 541,3 milhões de toneladas, avanço de 0,7% em relação à temporada anterior. Com demanda maior que a oferta, os estoques mundiais devem cair 1,8%, encerrando a safra em 192,7 milhões de toneladas.
No Brasil, a Conab revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26, reforçando a atenção do mercado sobre disponibilidade e preços nos próximos meses.
Para o produtor, o momento exige atenção ao ritmo de comercialização. Apesar da pressão atual sobre as cotações, o cenário internacional de estoques menores pode oferecer suporte futuro ao mercado, especialmente se houver recuperação da demanda externa ou mudanças no câmbio.
🔧 Orientação prática:
Se você produz arroz, acompanhe de perto o comportamento do dólar e das exportações. Movimentos cambiais e ajustes na oferta global podem alterar rapidamente a formação dos preços no mercado interno.
Fonte: Cepea