Chuvas preocupam cafeicultores na colheita
Por outro lado, no Sul de Minas Gerais, importante polo cafeeiro do país, o cenário segue mais tranquilo.
O avanço da colheita do café arábica no Brasil trouxe um novo ponto de atenção para o produtor: o clima. Segundo levantamento do Cepea, as chuvas registradas nos últimos dias em áreas produtoras do Paraná e de São Paulo podem comprometer parte da qualidade dos grãos da safra 2026, justamente em um momento decisivo para a colheita.
Apesar de a umidade beneficiar lavouras mais tardias e contribuir para o desenvolvimento da próxima safra, o excesso de chuva durante a colheita costuma aumentar o risco de fermentação, escurecimento dos grãos e perdas de qualidade. Isso pode impactar diretamente a classificação do café e o valor recebido pelo produtor.
No norte do Paraná, pesquisadores do Cepea já observam reflexos das chuvas na qualidade do café colhido. Em algumas áreas, produtores relatam maior presença de grãos danificados pela umidade, o que exige mais cuidado no manejo pós-colheita.
A preocupação também cresce em Marília, no interior de São Paulo. Na região, o volume elevado de chuva pode atingir os grãos já caídos no solo, dificultando a operação das máquinas e atrasando o ritmo da colheita mecanizada. Quando o café permanece úmido por muito tempo, aumentam os riscos de perda de qualidade e de custos extras com secagem.
Por outro lado, no Sul de Minas Gerais, importante polo cafeeiro do país, o cenário segue mais tranquilo. Segundo agentes consultados pelo Cepea, as chuvas previstas devem ocorrer em menor intensidade, sem provocar prejuízos relevantes à safra atual.
Para quem está no campo, o momento exige atenção redobrada ao ponto de colheita e ao manejo da secagem. Em períodos de maior umidade, acelerar o recolhimento dos grãos e evitar longos períodos de permanência no terreiro pode ajudar a preservar a bebida e reduzir perdas.
Além disso, acompanhar as previsões meteorológicas se torna fundamental para organizar as operações da fazenda. Em regiões com risco de chuva frequente, ajustes no cronograma de colheita podem evitar prejuízos maiores na qualidade final do café.
🔧 Orientação prática: Se você está em plena colheita, monitore diariamente a umidade dos grãos e priorize a secagem rápida após a retirada do campo. Em anos chuvosos, a velocidade no pós-colheita pode fazer diferença direta no padrão e no valor da saca.
Fonte: Cepea