Agricultura

Soja mantém ritmo forte de exportação

Esse ritmo intenso de embarques ajuda a manter aquecido o fluxo logístico nos portos brasileiros e amplia a movimentação no transporte rodoviário e ferroviário de grãos.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
Soja
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O Brasil segue em ritmo acelerado nas exportações de soja neste mês de maio, mesmo com uma pequena revisão para baixo nas estimativas de embarque. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o país deve exportar 15,9 milhões de toneladas da oleaginosa no período, cerca de 200 mil toneladas abaixo da projeção divulgada na semana anterior.

Apesar do ajuste, o volume continua extremamente elevado e deve ficar apenas um pouco abaixo do recorde histórico registrado em abril, quando o Brasil embarcou 16,2 milhões de toneladas de soja. Na comparação com maio do ano passado, a previsão representa um aumento de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas.

O desempenho é reflexo direto da safra recorde brasileira de soja em 2025/26. Com maior disponibilidade de grãos e demanda internacional aquecida, principalmente da China, o país mantém forte presença no mercado global e reforça sua posição como principal exportador mundial da commodity.

Na prática, esse ritmo intenso de embarques ajuda a manter aquecido o fluxo logístico nos portos brasileiros e amplia a movimentação no transporte rodoviário e ferroviário de grãos. Para o produtor rural, o cenário também pode favorecer oportunidades comerciais, especialmente para quem ainda possui soja armazenada aguardando melhores momentos de venda.

Por outro lado, a Anec também revisou para baixo a projeção de exportação de farelo de soja. A estimativa caiu para 2,6 milhões de toneladas em maio, cerca de 200 mil toneladas abaixo da previsão da semana passada. Mesmo assim, o volume continua acima do registrado em maio de 2025, quando os embarques somaram 2,12 milhões de toneladas.

O farelo de soja é um dos principais produtos utilizados na alimentação animal, especialmente nas cadeias de aves, suínos e bovinos confinados. O crescimento das exportações mostra que a demanda global por proteína animal continua sustentando o consumo de derivados da soja brasileira.

Além do mercado internacional, o avanço das exportações reforça a importância do planejamento logístico dentro da fazenda. Em períodos de pico de escoamento, os custos de frete costumam oscilar e a disputa por transporte aumenta, principalmente nas regiões produtoras do Centro-Oeste e Matopiba.

Outro ponto importante é o impacto cambial. Como as exportações são negociadas em dólar, variações na moeda americana podem alterar diretamente a rentabilidade do produtor. Em momentos de dólar mais valorizado, a soja brasileira tende a ganhar ainda mais competitividade no mercado externo.

🔧 Orientação prática: Se você ainda possui soja armazenada, vale acompanhar diariamente os prêmios nos portos, o comportamento do dólar e os custos logísticos da sua região. Em anos de safra cheia e forte exportação, pequenos ajustes no momento da venda podem fazer diferença significativa na margem final da operação.

Fonte: Forbes.

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