Descoberta pode frear resistência da mosca-branca
A pesquisa mostrou que uma cadeia de proteínas controla o equilíbrio entre a resistência aos inseticidas e a fertilidade do inseto.
Pesquisadores identificaram um mecanismo biológico que ajuda a explicar por que a mosca-branca resistente a inseticidas apresenta menor capacidade de reprodução. O estudo, publicado na revista PNAS, revela que esse processo pode abrir caminho para estratégias de controle mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de aplicações químicas.
A pesquisa mostrou que uma cadeia de proteínas controla o equilíbrio entre a resistência aos inseticidas e a fertilidade do inseto. Quando esse mecanismo favorece a ativação do gene responsável pela desintoxicação dos neonicotinoides, a mosca-branca se torna mais resistente, mas, em contrapartida, produz menos ovos, apresenta menor desenvolvimento dos ovários, vive menos e demora mais para completar seu ciclo.
Na prática, isso significa que a resistência tem um custo biológico para a praga. Os pesquisadores também comprovaram que alterações em proteínas específicas aumentam a resistência da mosca-branca aos sete neonicotinoides avaliados, confirmando o papel desse mecanismo na evolução das populações resistentes.
A descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias de manejo, capazes de atuar diretamente nos mecanismos que tornam a mosca-branca resistente. No futuro, isso pode aumentar a eficiência dos inseticidas, retardar o surgimento de resistência e fortalecer programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), beneficiando produtores e reduzindo impactos ambientais.
Fonte: PNAS.