Chuvas atrasam colheita do café
Segundo os pesquisadores do Cepea, parte da pressão sobre os preços vem da maior oferta da safra nova entrando no mercado.
A colheita de café segue em ritmo mais lento nas principais regiões produtoras do Brasil por causa das chuvas registradas nas últimas semanas, segundo levantamento do Cepea. Além de dificultar o avanço das máquinas e equipes no campo, as precipitações aumentam a queda de grãos no chão, o que pode comprometer a qualidade do produto durante a coleta.
Mesmo com o atraso da colheita, os preços do café arábica seguem pressionados pelo avanço gradual da safra 2026. Em maio, até o dia 25, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica acumulou queda de 8%, com média de R$ 1.666,98 por saca de 60 kg. Já o café robusta apresentou comportamento diferente: o indicador do tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, registrou média de R$ 929,24 por saca, com leve alta de 1,33% no mês.
Segundo os pesquisadores do Cepea, parte da pressão sobre os preços vem da maior oferta da safra nova entrando no mercado. Ainda assim, o robusta apresentou recuperação parcial após quedas mais intensas observadas em abril.
Para o produtor, o momento exige atenção redobrada na operação de colheita. Em áreas onde o café caiu no solo por excesso de chuva, a recomendação é acelerar a coleta para reduzir perdas de qualidade e evitar problemas de fermentação dos grãos.
🔧 Orientação: se você está em fase de colheita, monitore a previsão do tempo diariamente e priorize áreas mais maduras ou suscetíveis à queda de frutos. Isso ajuda a preservar qualidade e reduzir descontos na comercialização do café.