Agrônomo, você precisa se habilitar no Sinfito
A figura central desse processo é o responsável técnico, geralmente um engenheiro agrônomo ou florestal.
Foi publicada no início de abril a Portaria SDA/MAPA nº 1.578, de 2026. Ela institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o Sinfito .
A medida moderniza e unifica as regras que já existiam. O objetivo é dar mais segurança e rastreabilidade para a produção e o transporte de vegetais em todo o país . Na prática, isso muda a forma como você comprova a sanidade da sua produção e como ela circula.
O que muda com o Sinfito
O novo sistema organiza como será feita a certificação fitossanitária. Isso significa atestar que seus produtos estão livres de pragas que podem prejudicar outras lavouras ou até inviabilizar uma venda .
A figura central desse processo é o responsável técnico, geralmente um engenheiro agrônomo ou florestal. Ele é quem vai emitir os novos documentos, como o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e o Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC) . Para isso, ele precisará estar habilitado em um curso específico oferecido pelo órgão de defesa sanitária do seu estado .
Além disso, a portaria detalha a necessidade de cadastrar as propriedades e as unidades de produção. É essencial manter um livro de acompanhamento atualizado. Ele será o registro que comprova suas ações e garante a rastreabilidade, desde a origem até o destino final da sua produção .
Um exemplo prático no seu dia a dia
Imagine que você vai vender uma carga de soja para outro estado. Hoje, você já precisa de uma papelada. Com o Sinfito, o processo fica mais padronizado.
O responsável técnico da sua propriedade precisará emitir o CFO. Ele vai atestar que aquela soja foi produzida em uma área que cumpre as medidas fitossanitárias. Para isso, o sistema vai exigir que sua unidade de produção esteja inscrita e com o livro de acompanhamento em dia .
Isso vale também para quem armazena ou consolida produtos de vários produtores. Esse local, chamado de unidade de consolidação, também terá regras claras para funcionar dentro do Sinfito .
A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, como o SIPEAGRO, para reduzir a burocracia e agilizar a fiscalização .
Por que isso importa para você?
Essas mudanças não são apenas mais uma obrigação. Elas são um passo para ampliar a competitividade do agro brasileiro . Ao adotar o Sinfito, você se alinha às exigências de mercados internacionais, que cada vez mais pedem comprovação da origem e da sanidade dos produtos.
🔧 Orientações práticas para aplicar agora:
1. Converse com seu engenheiro agrônomo: Ele precisará se habilitar para atuar no Sinfito. Pergunte se ele já está se organizando para isso .
2. Organize seus documentos: Comece a preparar as informações da sua propriedade e do livro de acompanhamento. Quanto mais organizado, mais fácil será a adaptação.
3. Acompanhe a regulamentação: Fique de olho nas instruções do MAPA e do órgão estadual de defesa sanitária. Eles vão publicar as orientações específicas sobre como fazer a inscrição no sistema .