Agrofotônica: Luz e IA que transformam o campo
Para quem produz, o impacto é direto.
Uma tecnologia que utiliza luz, lasers e inteligência artificial está ajudando a tornar a agricultura brasileira mais precisa e eficiente. Desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), a chamada agrofotônica permite analisar o solo, medir estoques de carbono e gerar diagnósticos mais rápidos para apoiar a tomada de decisão no campo.
À frente desse trabalho está a pesquisadora Débora Marcondes Bastos Pereira, que coordena projetos que unem fotônica, computação e agricultura. A fotônica é a ciência que utiliza a luz para medir e processar informações. Na prática, sensores ópticos conseguem identificar características físicas e químicas do solo em poucos minutos, reduzindo a necessidade de análises laboratoriais demoradas.
Essa tecnologia já saiu do laboratório e chegou às propriedades rurais. Após cerca de dez anos de pesquisas, a Embrapa licenciou o sistema de análise de solos por laser para uma empresa que atua em 19 estados brasileiros. A expectativa é que a tecnologia alcance 1,5 milhão de hectares mapeados até 2026, auxiliando tanto a agricultura de precisão quanto o monitoramento do carbono armazenado no solo.
Para quem produz, o impacto é direto. Com informações mais rápidas e precisas, fica mais fácil definir onde aplicar fertilizantes, corrigir a fertilidade do solo apenas nos locais necessários e acompanhar indicadores importantes para programas de agricultura regenerativa e descarbonização. Isso pode reduzir custos, evitar desperdícios e aumentar a eficiência das operações.
O próximo passo das pesquisas é integrar sensores ópticos, inteligência artificial e tecnologias quânticas, ampliando ainda mais a precisão dos diagnósticos e a capacidade de monitorar lavouras em tempo real.
🔧 Orientação: Se você já utiliza agricultura de precisão, acompanhe a evolução de novas tecnologias de análise de solo por sensores. Informações mais precisas sobre fertilidade e carbono podem ajudar a otimizar a adubação, reduzir custos e melhorar o manejo da propriedade.
Fonte: Forbes.