Boi gordo ganha sustentação com exportações em alta
Outro fator que segue no radar do mercado é o desempenho das exportações brasileiras. A
O mercado do boi gordo encerrou a primeira semana de junho com preços firmes e perspectivas positivas para os pecuaristas. Segundo análise da Safras & Mercado, a combinação entre escalas de abate mais curtas nos frigoríficos e a manutenção da demanda internacional deve favorecer novas valorizações da arroba no curto prazo.
Atualmente, os frigoríficos operam com menor conforto nas escalas de abate, o que aumenta a necessidade de compra de animais terminados e fortalece o poder de negociação dos produtores. Em importantes praças pecuárias, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, com a arroba sendo negociada a R$ 355 em São Paulo e Mato Grosso, R$ 350 em Mato Grosso do Sul, R$ 330 em Goiás, R$ 325 em Minas Gerais e R$ 335 em Rondônia.
Outro fator que segue no radar do mercado é o desempenho das exportações brasileiras. A China continua sendo o principal destino da carne bovina nacional, e o setor acompanha a expectativa de que cerca de 80% da cota de exportação destinada ao Brasil já tenha sido utilizada, sinalizando forte ritmo de embarques.
Além disso, a recente decisão dos Estados Unidos de manter a carne bovina brasileira fora da nova rodada de tarifas comerciais foi recebida de forma positiva pelo setor. A medida reforça as oportunidades de exportação para um mercado que enfrenta déficit de produção interna e maior necessidade de importação de proteína animal.
No mercado atacadista, os preços mostraram comportamento mais acomodado. O quarto dianteiro permaneceu cotado em R$ 21,50 por quilo, enquanto os cortes do traseiro registraram leve recuo, fechando a semana em R$ 27,00 por quilo. Ainda assim, analistas acreditam em recuperação da demanda ao longo das próximas semanas, especialmente diante do aumento do consumo associado aos eventos esportivos e ao aquecimento sazonal do mercado.
Os números das exportações reforçam esse cenário. Em maio, o Brasil embarcou 261,9 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, gerando receita de US$ 1,703 bilhão. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 50,2% na receita média diária, avanço de 20,2% no volume exportado e valorização de 25% no preço médio da tonelada.
Para o pecuarista, o momento exige atenção ao mercado e ao planejamento da comercialização. Com exportações aquecidas e oferta mais ajustada em algumas regiões, a tendência é de manutenção de um ambiente favorável para os preços da arroba nas próximas semanas.
🔧 Orientação: Se você tem lotes próximos do ponto de venda, acompanhe de perto as negociações locais e o comportamento das escalas dos frigoríficos. Em momentos de oferta mais restrita, pequenas diferenças de prazo ou negociação podem representar ganhos importantes no valor final da arroba.