Pecuária

Boi gordo ganha sustentação com exportações em alta

Outro fator que segue no radar do mercado é o desempenho das exportações brasileiras. A

Daniel Vilar
Especialista
5 min de leitura
Compartilhar 𝕏 f WA in

O mercado do boi gordo encerrou a primeira semana de junho com preços firmes e perspectivas positivas para os pecuaristas. Segundo análise da Safras & Mercado, a combinação entre escalas de abate mais curtas nos frigoríficos e a manutenção da demanda internacional deve favorecer novas valorizações da arroba no curto prazo.

Atualmente, os frigoríficos operam com menor conforto nas escalas de abate, o que aumenta a necessidade de compra de animais terminados e fortalece o poder de negociação dos produtores. Em importantes praças pecuárias, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, com a arroba sendo negociada a R$ 355 em São Paulo e Mato Grosso, R$ 350 em Mato Grosso do Sul, R$ 330 em Goiás, R$ 325 em Minas Gerais e R$ 335 em Rondônia.

Outro fator que segue no radar do mercado é o desempenho das exportações brasileiras. A China continua sendo o principal destino da carne bovina nacional, e o setor acompanha a expectativa de que cerca de 80% da cota de exportação destinada ao Brasil já tenha sido utilizada, sinalizando forte ritmo de embarques.

Além disso, a recente decisão dos Estados Unidos de manter a carne bovina brasileira fora da nova rodada de tarifas comerciais foi recebida de forma positiva pelo setor. A medida reforça as oportunidades de exportação para um mercado que enfrenta déficit de produção interna e maior necessidade de importação de proteína animal.

No mercado atacadista, os preços mostraram comportamento mais acomodado. O quarto dianteiro permaneceu cotado em R$ 21,50 por quilo, enquanto os cortes do traseiro registraram leve recuo, fechando a semana em R$ 27,00 por quilo. Ainda assim, analistas acreditam em recuperação da demanda ao longo das próximas semanas, especialmente diante do aumento do consumo associado aos eventos esportivos e ao aquecimento sazonal do mercado.

Os números das exportações reforçam esse cenário. Em maio, o Brasil embarcou 261,9 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, gerando receita de US$ 1,703 bilhão. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 50,2% na receita média diária, avanço de 20,2% no volume exportado e valorização de 25% no preço médio da tonelada.

Para o pecuarista, o momento exige atenção ao mercado e ao planejamento da comercialização. Com exportações aquecidas e oferta mais ajustada em algumas regiões, a tendência é de manutenção de um ambiente favorável para os preços da arroba nas próximas semanas.

🔧 Orientação: Se você tem lotes próximos do ponto de venda, acompanhe de perto as negociações locais e o comportamento das escalas dos frigoríficos. Em momentos de oferta mais restrita, pequenas diferenças de prazo ou negociação podem representar ganhos importantes no valor final da arroba.

Mais de Pecuária

Ver todas →

Boletim Agriconline

O agronegócio na sua caixa de entrada, todo dia às 6h.

Cotações, clima, mercado e as principais notícias do campo — em 5 minutos de leitura.

Enviaremos um e-mail pra você confirmar. Sem spam — descadastre quando quiser.