Soja ganha força com dólar alto
A estimativa é que a produção global passe de 427,6 milhões para 441,5 milhões de toneladas.
O mercado brasileiro de soja voltou a ganhar sustentação na última semana, impulsionado pela valorização do dólar e pelas projeções de aumento da participação do Brasil no abastecimento mundial da oleaginosa. Segundo levantamento do Cepea, esses fatores estimularam as negociações no mercado interno e ajudaram a manter os preços firmes ao produtor.
Além do câmbio, o cenário internacional também segue favorável para a soja. A expectativa de forte demanda global por farelo e óleo sustenta as cotações externas, mesmo com a pressão sobre as exportações dos Estados Unidos.
O relatório mais recente do USDA, divulgado no dia 12 de maio, projeta uma safra mundial recorde de soja em 2026/27. A estimativa é que a produção global passe de 427,6 milhões para 441,5 milhões de toneladas.
Dentro desse cenário, o Brasil deve continuar ampliando sua liderança mundial na produção da oleaginosa. Segundo o USDA, o país deve responder por 42,1% da produção global na próxima safra, com colheita estimada em 186 milhões de toneladas, acima dos 180 milhões previstos para a temporada 2025/26.
No mercado interno, a Conab também elevou sua estimativa para a atual safra brasileira. A projeção agora é de 180,13 milhões de toneladas em 2025/26, volume 0,5% maior que o previsto em abril e 5% acima da safra passada.
Na prática, esse cenário reforça a posição estratégica do Brasil no comércio global de soja. Para quem produz, o dólar valorizado melhora a competitividade das exportações e tende a aumentar o interesse comprador, especialmente nos portos.
Por outro lado, o avanço da produção mundial exige atenção redobrada ao planejamento de comercialização. Mesmo com demanda firme, uma oferta global maior pode trazer momentos de maior volatilidade ao mercado nos próximos meses.
🔧 Se você ainda possui soja armazenada ou está planejando vendas futuras, vale acompanhar de perto o comportamento do dólar, os relatórios do USDA e o ritmo das exportações brasileiras. Travar parte da produção em momentos de alta pode ajudar a proteger margens e reduzir riscos diante das oscilações do mercado.
Fonte: Cepea