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Acordo China-EUA pode abrir novos mercados ao agro brasileiro

Embora tanto brasileiros quanto americanos continuem sujeitos às cotas impostas pelos chineses para carne bovina.

Gustavo Loose
Especialista
4 min de leitura
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O acordo firmado entre China e Estados Unidos para ampliar as compras chinesas de produtos agrícolas americanos pode levar o Brasil a redirecionar exportações e conquistar espaço em outros mercados globais, avaliam analistas do setor. Apesar da possível retomada das vendas americanas para a China, especialistas destacam que a competitividade brasileira deve manter o País como um dos principais fornecedores mundiais de soja e carnes.

Segundo a agência Reuters, a China deve ampliar as compras de soja, carne e outros produtos agrícolas dos Estados Unidos nos próximos anos. Caso as aquisições se confirmem, o Brasil poderá buscar novos destinos comerciais para parte da produção atualmente enviada ao mercado chinês.

A corretora Stag International avalia que o Brasil seguirá competitivo, especialmente diante da expectativa de safra recorde de soja acima de 180 milhões de toneladas em 2026. A tendência é que o País aumente sua presença em mercados fora da China, aproveitando possíveis lacunas deixadas pela reorganização do comércio global.

No setor de carnes, a movimentação também pode abrir oportunidades para os frigoríficos brasileiros nos Estados Unidos. Com oferta restrita no mercado americano e parte da produção direcionada à China, o Brasil pode ampliar embarques de carne bovina para atender à demanda norte-americana.

O CEO da Abrafrigo, Paulo Mustefaga, destacou que a retomada das exportações americanas à China pode gerar novas oportunidades comerciais ao Brasil, embora tanto brasileiros quanto americanos continuem sujeitos às cotas impostas pelos chineses para carne bovina.

A China segue como principal destino do agro brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, sendo US$ 34,5 bilhões apenas em soja e quase US$ 10 bilhões em carnes.

Fonte: Reuters

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