Tomate fica mais barato
Entre as hortaliças, a cebola e a alface ficaram mais caras, a batata apresentou estabilidade com quedas em parte das centrais e a cenoura teve pouca variação.
Quem compra ou vende hortifrúti encontrou um cenário diferente em junho. Segundo o 7º Boletim Hortigranjeiro da Conab, os preços do tomate caíram, em média, 15,85% nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), chegando ao valor médio de R$ 5,59 por quilo. A maior oferta da safra de inverno foi o principal fator para a redução, mesmo com o ritmo mais lento de maturação provocado pelas temperaturas mais baixas.
O tomate não foi o único produto com preços em queda. Melancia (-24,02%), laranja (-13,20%) e maçã (-2,81%) também ficaram mais baratas na maior parte das Ceasas pesquisadas. A maior disponibilidade de frutas e a menor demanda típica do inverno ajudaram a pressionar as cotações.
Entre as hortaliças, a batata apresentou comportamento mais equilibrado. Apesar da alta média de 1,81%, os preços caíram em seis das onze Ceasas analisadas, impulsionados pelo aumento da oferta dos principais estados produtores. Já a cenoura permaneceu praticamente estável, com variação média de apenas 0,83%, enquanto a cebola seguiu em alta pelo quarto mês consecutivo, avançando 8,46% devido à transição entre safras. A alface também voltou a subir, com alta média de 11,99%, influenciada pela menor oferta durante o período de frio.
No mercado de frutas, a banana foi a única a registrar aumento na média dos preços, com alta de 2,10%. A redução da oferta, especialmente em Minas Gerais, principal estado produtor, contribuiu para esse movimento.
Mesmo com oscilações no mercado interno, as exportações brasileiras de frutas continuam em crescimento. No primeiro semestre de 2026, o Brasil embarcou 632,85 mil toneladas, alta de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O faturamento chegou a US$ 775 milhões, um avanço de 19,2%, com destaque para as exportações de manga (+38%), abacate (+93%) e maçã (+225%).
🔧 Orientação prática: Se você produz hortaliças ou frutas, acompanhe regularmente os boletins de mercado das Ceasas. Entender o comportamento da oferta e da demanda ajuda a planejar a colheita, negociar melhor os preços e identificar oportunidades de comercialização.
Fonte: Conab.