Mercado de defensivos cresce 22% no café
O cenário mostra que muitos cafeicultores intensificaram o manejo para proteger a produtividade diante da maior pressão de pragas e doenças.
A cafeicultura brasileira registrou um novo recorde nos investimentos em defensivos agrícolas na safra 2025/26. Segundo levantamento FarmTrak Café, da consultoria Kynetec, o mercado movimentou R$ 3,3 bilhões, alta de 22% em relação à safra anterior, refletindo o aumento da área cultivada, da intensidade do manejo fitossanitário e da pressão de pragas e doenças.
A pesquisa aponta que a área cultivada cresceu 4%, chegando a 2,186 milhões de hectares, enquanto o número médio de tratamentos realizados pelos produtores aumentou de 16,9 para 19,8 aplicações por safra, avanço de 17%. A área potencial tratada (PAT), indicador que soma todas as aplicações realizadas, também cresceu 22%, alcançando 42,8 milhões de hectares.
Os fungicidas continuaram liderando o mercado, com R$ 973 milhões em vendas, mas o maior crescimento em valores absolutos ocorreu entre os inseticidas, que movimentaram R$ 760 milhões, alta de 30%. O aumento está diretamente ligado ao reforço no controle da broca-do-café e do bicho-mineiro, duas das principais pragas da cultura. Os nematicidas também se destacaram, registrando o maior crescimento percentual entre as categorias, com avanço de 51%.
Na prática, esse cenário mostra que muitos cafeicultores intensificaram o manejo para proteger a produtividade diante da maior pressão de pragas e doenças. Em regiões com histórico de broca ou bicho-mineiro, por exemplo, houve aumento tanto na adoção de inseticidas quanto no número de aplicações, elevando o custo da proteção da lavoura.
O levantamento também indica maior adoção de fungicidas considerados "premium", utilizados principalmente no controle de doenças como a ferrugem, além do crescimento do uso de herbicidas, produtos aplicados via solo e nematicidas. Esses dados mostram uma busca crescente por tecnologias que preservem o potencial produtivo dos cafezais.
🔧 Orientação prática: Antes de aumentar o número de aplicações, faça o monitoramento da lavoura e siga as recomendações de um engenheiro agrônomo. O manejo baseado em níveis de infestação e na rotação de princípios ativos ajuda a reduzir custos, evitar resistência de pragas e manter a eficiência dos defensivos ao longo das safras.