Mato Grosso terá ferrovia para escoar grãos
Quando concluída, a Ferrovia de Mato Grosso terá mais de 700 quilômetros de extensão, ligando 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá
A primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso (FMT) entrou em operação no último sábado (20), marcando um novo capítulo para a logística do agronegócio brasileiro. A obra, conduzida pela Rumo, é considerada a primeira ferrovia do país implantada pelo modelo de autorização estadual e atualmente a maior obra ferroviária em execução no Brasil.
Nesta etapa inicial, foram entregues 162 quilômetros de trilhos e um novo terminal rodoferroviário na BR-070, em Dom Aquino (MT). O investimento supera R$ 5 bilhões e tem como objetivo aproximar a malha ferroviária das principais regiões produtoras de grãos de Mato Grosso, maior estado produtor de soja e milho do país.
O novo terminal possui capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. A estrutura foi construída em uma área de 200 hectares, podendo descarregar até 35 caminhões por hora, carregar 16 vagões por hora e armazenar até 42 mil toneladas de grãos, além de contar com estacionamento para 250 caminhões e áreas de apoio aos motoristas.
Quando concluída, a Ferrovia de Mato Grosso terá mais de 700 quilômetros de extensão, ligando 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá. O principal objetivo é ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste até o Porto de Santos, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a competitividade do agro brasileiro.
Para o produtor rural, isso pode representar ganhos importantes no médio e longo prazo. Uma infraestrutura mais próxima das áreas de produção tende a reduzir custos de transporte, diminuir o tempo de deslocamento e aumentar a eficiência no envio de grãos aos mercados interno e externo.
🔧 Orientação: Se você produz soja, milho ou outras commodities em Mato Grosso, acompanhe a expansão da Ferrovia de Mato Grosso e os novos pontos de recebimento de cargas. Mudanças na infraestrutura logística podem abrir oportunidades para renegociar fretes, diversificar rotas de escoamento e melhorar a rentabilidade da propriedade.