Agricultura

El Niño volta ao radar do café

Fora do Brasil, o cenário é mais desafiador.

Gustavo Loose
Especialista
3 min de leitura
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A confirmação de um novo episódio de El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado global de café. Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, a safra brasileira 2026/27 não deve sofrer impactos relevantes na produção, embora um outono e inverno mais chuvosos possam atrasar a colheita e aumentar a volatilidade dos preços.

A preocupação maior está voltada para a safra 2027/28, quando o fenômeno poderá interferir na fase de floração das lavouras brasileiras, etapa decisiva para definir o potencial produtivo. Alterações nas chuvas e nas temperaturas durante esse período podem comprometer a formação da próxima safra.

Fora do Brasil, o cenário é mais desafiador. Países produtores da América Central e do Sudeste Asiático são considerados os mais vulneráveis aos efeitos do El Niño, com possibilidade de impactos negativos tanto na safra 2026/27 quanto na 2027/28, o que pode influenciar a oferta mundial de café.

🔧 O que isso significa para o produtor? Apesar de a safra atual brasileira não apresentar risco significativo, vale acompanhar de perto as previsões climáticas e dar atenção ao manejo das lavouras na época da florada. Em anos de maior instabilidade climática, decisões antecipadas podem reduzir perdas e preservar o potencial produtivo.

Fonte: Hedgepoint Global Markets.

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