Demanda por fertilizantes volta a crescer
Para o produtor brasileiro, esse cenário reforça a importância do planejamento.
Depois de um período de cautela, o mercado mundial de fertilizantes voltou a ganhar força. Segundo a Yara International, uma das maiores empresas do setor, produtores rurais retomaram as compras após a queda dos preços, que haviam disparado no início do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Naquele momento, o receio de problemas no fornecimento elevou rapidamente as cotações, principalmente porque o Golfo Pérsico concentra grandes fabricantes de fertilizantes, como Catar, Arábia Saudita e Bahrein. Com os preços elevados, muitos agricultores preferiram adiar as compras, aguardando um cenário mais estável. Na Europa, por exemplo, as importações de fertilizantes nitrogenados chegaram aos menores níveis históricos.
Com o fim do chamado "prêmio de guerra" nos preços da ureia em meados de junho, a demanda voltou a crescer. Agora, a entrada de grandes consumidores do Hemisfério Sul, como Brasil e Argentina, está impulsionando novamente as cotações. Apenas nas três semanas encerradas em 10 de julho, o preço da ureia no Egito, uma das principais referências do mercado internacional, subiu 24%.
Ao mesmo tempo, novas incertezas voltaram a preocupar o setor. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio afetou novamente o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de fertilizantes. Com menos navios dispostos a operar na região, cresce o risco de atrasos nas exportações e de novas oscilações nos preços globais.
Para o produtor brasileiro, esse cenário reforça a importância do planejamento. Quem depende da compra de ureia ou outros fertilizantes nitrogenados pode enfrentar um mercado mais volátil nos próximos meses, principalmente com a aproximação da demanda para a safra de verão.
🔧 Orientação: Se você ainda não garantiu os fertilizantes para a próxima safra, acompanhe diariamente as cotações e converse com seu fornecedor. Em momentos de instabilidade internacional, antecipar parte das compras pode reduzir o risco de pagar preços mais altos ou enfrentar dificuldades de abastecimento.