Açúcar inicia safra com mercado lento
Se as cotações internacionais voltarem a subir de forma mais firme, o mercado brasileiro pode ganhar sustentação nos próximos meses.
O mercado spot de açúcar começou a nova safra em ritmo mais lento no Brasil. Segundo levantamento do Cepea, compradores seguem priorizando contratos já fechados anteriormente, enquanto usinas ajustam a oferta ao novo ciclo de produção.
As negociações têm se concentrado principalmente no açúcar de menor qualidade, com coloração mais escura. Já o açúcar de melhor padrão segue com oferta restrita, o que mantém as usinas mais resistentes em aceitar preços menores.
Na prática, isso significa que o mercado ainda busca um equilíbrio entre oferta, demanda e preços neste início de safra. A baixa liquidez — quando há poucos negócios acontecendo — é considerada comum neste período, já que parte das indústrias e compradores ainda trabalha com estoques contratados anteriormente.
Outro fator que segue no radar do setor é o mercado internacional. Segundo o Cepea, uma recuperação mais consistente nos preços internos dependerá principalmente do comportamento do contrato nº 11 de açúcar negociado na Bolsa de Nova York, referência global para o mercado da commodity.
Se as cotações internacionais voltarem a subir de forma mais firme, o mercado brasileiro pode ganhar sustentação nos próximos meses. Caso contrário, a tendência é de continuidade da cautela nas negociações.
Para produtores e usinas, o cenário exige atenção ao ritmo da moagem, qualidade da produção e movimentação do mercado externo. Já para compradores, o momento ainda é de negociações mais seletivas, especialmente para açúcar de padrão superior.
🔧 Orientação prática:
Se você acompanha o mercado de açúcar, vale monitorar não apenas os preços internos, mas também o comportamento do dólar e das bolsas internacionais. Oscilações externas podem influenciar diretamente as negociações e a formação de preços no mercado brasileiro.
Fonte: Cepea