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Departamento de Agricultura dos EUA projeta safra recorde de café do Brasil em 2026/27

Segundo projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção nacional deverá alcançar 71,9 milhões de sacas, volume 14% superior ao registrado no ciclo anterior.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
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Brasil caminha para colher a maior safra de café de sua história em 2026/27. Segundo projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção nacional deverá alcançar 71,9 milhões de sacas, volume 14% superior ao registrado no ciclo anterior.

O principal motor desse crescimento será o café arábica, cuja produção está estimada em 47,5 milhões de sacas, avanço de 25% impulsionado pela bienalidade positiva, pelas condições climáticas favoráveis e pelos investimentos realizados pelos produtores após anos de preços elevados no mercado internacional.

De acordo com o USDA, as chuvas regulares durante a florada em 2025 e a boa disponibilidade hídrica no início de 2026 garantiram desenvolvimento adequado das lavouras nas principais regiões produtoras. Além disso, os preços remuneradores estimularam a expansão das áreas cultivadas e a adoção de tecnologias que aumentam a produtividade por hectare.

Já a produção de cafés canéfora, que engloba robusta e conilon, está projetada em 24,4 milhões de sacas. O volume é ligeiramente inferior às 25 milhões de sacas produzidas na temporada anterior, refletindo impactos localizados de frio e excesso de chuvas em algumas regiões produtoras.

A expectativa de uma safra recorde também deve impulsionar as exportações brasileiras. O USDA prevê embarques de aproximadamente 49 milhões de sacas em 2026/27, crescimento de quase 30% em relação às 37,8 milhões de sacas exportadas no ciclo anterior.

Apesar do forte avanço esperado, os estoques reduzidos ainda limitam o ritmo das vendas externas. Segundo o relatório, a oferta ficou mais apertada nos últimos anos devido a safras menores e à forte demanda internacional, especialmente no início de 2026.

A tendência, porém, é de recuperação ao longo do segundo semestre, com a entrada da nova safra no mercado e maior disponibilidade de café para exportação.

No mercado interno, o consumo brasileiro deve permanecer estável, alcançando 22,39 milhões de sacas em 2026/27. O volume representa um crescimento de aproximadamente 0,5% frente ao ciclo anterior, indicando uma leve recuperação após o impacto dos preços elevados ao consumidor nos últimos anos.

A projeção reforça o papel do Brasil como principal fornecedor mundial de café e confirma as expectativas de outras instituições, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também apontam para uma safra histórica na próxima temporada.

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