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China amplia liderança e faz um terço das exportações brasileiras

Soja, carne bovina e energia impulsionam vendas ao mercado chinês, enquanto os Estados Unidos perdem participação nas exportações brasileiras.

Redação Agriconline
Equipe editorial
5 min de leitura
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A China ampliou ainda mais sua influência sobre o comércio exterior brasileiro em 2026 e hoje responde por praticamente um terço de tudo o que o Brasil exporta. Dados da balança comercial divulgados nesta semana mostram que, entre janeiro e maio, o país asiático comprou US$ 46,26 bilhões em produtos brasileiros, volume superior ao dobro das exportações destinadas à União Europeia e mais de três vezes o valor vendido aos Estados Unidos.

O desempenho reforça a importância do mercado chinês para a economia nacional. Dos US$ 32,66 bilhões de superávit acumulados pelo Brasil nos cinco primeiros meses do ano, cerca de US$ 15,5 bilhões vieram das relações comerciais com a China, o equivalente a quase metade do saldo positivo registrado no período.

Enquanto os Estados Unidos ganham destaque por discussões tarifárias envolvendo produtos brasileiros, os números mostram que a China continua sendo o principal motor das exportações nacionais. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram 9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. No mesmo período, as exportações para os Estados Unidos recuaram 14%, somando US$ 3,09 bilhões.

A União Europeia manteve a segunda posição entre os principais destinos dos produtos brasileiros. Entre janeiro e maio, o bloco importou US$ 21,81 bilhões em mercadorias do Brasil, alta de 6,7% na comparação anual. O saldo comercial favorável ao Brasil com os europeus foi de US$ 2,26 bilhões.

O agronegócio continua sendo um dos principais responsáveis pelo avanço das exportações. Entre os produtos que mais cresceram em maio estão a carne bovina, com alta de 50,2%, e a soja, que avançou 14,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os óleos combustíveis derivados de petróleo registraram crescimento de 75,2%, enquanto as exportações de ouro aumentaram 56,7%.

Na mineração, o destaque ficou para o minério de cobre, cujas vendas externas saltaram 149,4%. Por outro lado, alguns produtos importantes registraram retração, como açúcar (-30,1%), café não torrado (-24,5%), celulose (-16,8%) e minério de ferro (-15,2%).

Em valores absolutos, a soja permaneceu como principal produto exportado pelo Brasil em maio, gerando US$ 6,3 bilhões em receitas. Na sequência aparecem petróleo bruto, com US$ 3,8 bilhões, e minério de ferro, com US$ 2 bilhões.

Do lado das importações, o país ampliou as compras de produtos ligados à indústria e à energia. As importações de fertilizantes cresceram 68,4%, refletindo a forte demanda do setor agropecuário. Também avançaram as compras de veículos de passageiros, semicondutores e carvão mineral.

Para o agronegócio brasileiro, os números reforçam uma realidade cada vez mais evidente: a demanda chinesa continua sendo um dos principais fatores de sustentação para produtos como soja, carnes e outras commodities, influenciando diretamente preços, investimentos e estratégias de produção no campo.

🔧 Orientação: Se você produz commodities agrícolas voltadas à exportação, acompanhe de perto os movimentos da economia chinesa. Alterações na demanda do país têm impacto direto sobre preços, fluxo de embarques e oportunidades de comercialização no mercado brasileiro.

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