Agricultura

Verde e amarelo também se cultiva no campo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aproveitou o momento para destacar duas hortaliças que representam a biodiversidade e a inovação da agricultura nacional: a abóbora BRS Brasileirinha e a pimenta do tipo murupi.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Em ano de Copa do Mundo, as cores da bandeira brasileira ganham destaque nas torcidas e nas ruas. Mas o verde e o amarelo também estão presentes no campo. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aproveitou o momento para destacar duas hortaliças que representam a biodiversidade e a inovação da agricultura nacional: a abóbora BRS Brasileirinha e a pimenta do tipo murupi.

A BRS Brasileirinha é uma cultivar de abóbora desenvolvida pela Embrapa que chama atenção pela casca bicolor, reunindo os tons verde e amarelo no mesmo fruto. A história dessa variedade começou na década de 1990, quando pesquisadores identificaram, em uma lavoura próxima ao Distrito Federal, uma planta com frutos de duas cores entre abóboras de coloração uniforme.

Após anos de pesquisas, cruzamentos e seleção de plantas, a cultivar foi lançada em 2006. Além do apelo visual, a BRS Brasileirinha apresenta características importantes para o produtor, como rusticidade, boa adaptação às condições de cultivo e resistência ao oídio, uma doença causada por fungos que pode comprometer a produtividade.

Do ponto de vista nutricional, a cultivar também se destaca pelos teores de betacaroteno e luteína, compostos antioxidantes associados à saúde da visão. Sua versatilidade permite o consumo dos frutos ainda verdes, maduros, em conserva ou até mesmo para fins ornamentais, criando oportunidades de agregação de valor para agricultores familiares e produtores de hortaliças diferenciadas.

Outra representante das cores nacionais é a pimenta murupi, tradicional da Amazônia. Os frutos passam do verde para o amarelo durante o amadurecimento e são conhecidos pelo aroma intenso e pela elevada pungência, que varia entre 130 mil e 200 mil unidades na Escala Scoville, medida utilizada para determinar o grau de ardência das pimentas.

A murupi faz parte das pesquisas da Embrapa há mais de 40 anos. Atualmente, um novo material está em fase de validação junto a produtores rurais para avaliar sua aptidão tanto para o consumo in natura quanto para o processamento em molhos e conservas.

Para quem produz hortaliças, esses exemplos mostram como a pesquisa agropecuária pode abrir novas oportunidades de mercado. Produtos com identidade regional, características visuais diferenciadas e atributos nutricionais específicos tendem a conquistar nichos de consumidores que buscam alimentos com maior valor agregado.

🔧 Orientação: Se você trabalha com hortaliças, vale acompanhar os materiais e cultivares desenvolvidos pela Embrapa. Variedades diferenciadas, como a BRS Brasileirinha e a pimenta murupi, podem representar novas alternativas de renda, diversificação da produção e acesso a mercados especializados, especialmente em feiras, agroindústrias e gastronomia regional.

Fonte: Embrapa.

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