Agricultura

Preço do Milho Cai no Mercado Brasileiro

Compradores afastados, exportação fraca e safra recorde pressionam as cotações; produtor flexibiliza negociação

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Os preços do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias. A informação é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A queda é pressionada por dois fatores principais: o baixo interesse de compradores e a retração no mercado internacional.

Compradores estão fora do mercado

Segundo o Cepea, de modo geral, compradores brasileiros seguem afastados das aquisições de novos lotes. Parte deles indica ter estoques para consumo imediato.

Ou seja: quem precisa de milho agora já tem o produto em mãos. Quem não precisa, está esperando.

Exportação fraca aumenta expectativa de oferta

De acordo com pesquisadores do Cepea, as exportações brasileiras seguem inferiores às do ano passado. Por causa disso, os compradores acreditam que a oferta possa aumentar no mercado interno.

A lógica é simples: se o Brasil exporta menos, sobra mais milho aqui dentro. E mais oferta significa preço menor.

Safra recorde à vista

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta uma produção recorde para a safra 2025/26. O volume deve totalizar 144 milhões de toneladas.

Esse número é ainda mais impressionante porque vem acompanhado de uma redução na produtividade. Ou seja: mesmo com menos produtividade por hectare, a área plantada garantiu uma safra recorde.

Produtor está mais flexível

O Cepea destaca que os produtores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações. Essa flexibilidade aparece em três frentes:

- Nos valores pedidos pelo produto.

- Nas condições de entrega.

- No prazo de pagamento.

Na prática, o produtor está mais aberto a negociar para não ficar com o milho parado no armazém.

Por que isso importa para você

Se você produz milho, sabe que o preço é definido pela relação entre oferta e demanda. Neste momento, os dois lados jogam contra o produtor:

- Oferta alta: safra recorde e exportação fraca deixam mais milho no mercado interno.

- Demanda baixa: compradores têm estoque e não estão com pressa de comprar.

O resultado é pressão baixista sobre os preços.

Imagine que você colheu milho e precisa vender para pagar as contas. Se o comprador sabe que tem muito milho no mercado e que a safra foi recorde, ele vai oferecer menos. E se você não vender, o milho fica no armazém, gerando custo de armazenagem e risco de perda.

Por outro lado, se você tem estrutura para armazenar e não está com pressa de dinheiro, pode esperar uma janela melhor. Mas essa espera tem custo.

Fonte: Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), 5/10/2026.

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