Embrapa lança batata-doce que produz até 50 toneladas
A BRS BC179 Prenda é uma batata-doce biofortificada, ou seja, possui maior concentração de nutrientes benéficos à saúde.
A pesquisa agropecuária brasileira terá novidades importantes na 31ª Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas (Hortitec), que acontece de 17 a 19 de junho, em Holambra (SP). Considerado o maior encontro do setor hortifrutícola da América Latina, o evento deve reunir cerca de 520 empresas, receber mais de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios.
Entre os destaques da participação da Embrapa está o lançamento oficial da batata-doce BRS BC179 Prenda, desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado (RS). A nova cultivar chama atenção por reunir alta produtividade, qualidade nutricional e características que facilitam o manejo no campo.
A BRS BC179 Prenda é uma batata-doce biofortificada, ou seja, possui maior concentração de nutrientes benéficos à saúde. Seu principal diferencial é o elevado teor de carotenoides, compostos antioxidantes associados à saúde da visão e ao fortalecimento do sistema imunológico.
No campo, o potencial produtivo também impressiona. Em lavouras bem conduzidas, a cultivar pode atingir até 50 toneladas por hectare, com produção superior a dois quilos por planta. Além disso, apresenta plantas compactas, com ramas curtas e eretas, facilitando os tratos culturais e a colheita.
Os tubérculos possuem formato elíptico, tamanho médio, casca rosada intensa e polpa amarelada, características que aumentam a atratividade comercial junto aos consumidores. O ciclo de produção varia entre 120 e 140 dias, e as raízes podem ser armazenadas por até três meses em temperatura ambiente, mantendo a qualidade pós-colheita.
A Hortitec também será uma vitrine para outras tecnologias desenvolvidas pela Embrapa voltadas à fruticultura e à produção de batatas.
Entre as frutas, o destaque é o morangueiro BRS DC25 Fênix, uma cultivar 100% nacional que se diferencia pela precocidade e pela longa janela de produção. O produtor pode colher frutos por até sete meses, entre junho e dezembro, reduzindo o intervalo entre plantio e comercialização e ampliando as oportunidades de renda.
Nas pequenas frutas, serão apresentadas as amoreiras-pretas BRS Cainguá e BRS Karajá. Esta última possui a vantagem de não apresentar espinhos, facilitando o manejo e a colheita, especialmente em propriedades familiares.
No segmento de frutas de caroço, a Embrapa apresentará a nectarina BRS Karina e o pessegueiro BRS Sarau, cultivar que permite colheitas após o período tradicional de safra, preenchendo uma importante janela de mercado.
Já para a cultura da batata, as cultivares BRS Braschips, BRS Potira e BRS Gaia demonstram como a pesquisa pode atender diferentes nichos produtivos. A BRS Braschips é indicada para a indústria de chips e batata palha, a BRS Potira é voltada para fritura e processamento, enquanto a BRS Gaia apresenta boa adaptabilidade e produtividade, sendo especialmente indicada para a agricultura familiar e o autoconsumo.
Além das cultivares, a Embrapa levará à Hortitec sistemas de produção, rastreabilidade, fertilizantes, bioinsumos e participará de um painel sobre estratégias para reduzir os impactos das mudanças climáticas na agricultura.
Para quem produz hortaliças e frutas, eventos como a Hortitec representam uma oportunidade de conhecer materiais genéticos mais produtivos, resistentes e adaptados às demandas atuais do mercado.
🔧 Orientação prática: Se você trabalha com horticultura, vale acompanhar os lançamentos de novas cultivares. Materiais como a batata-doce BRS BC179 Prenda e o morangueiro BRS DC25 Fênix podem abrir oportunidades de diversificação, agregação de valor e maior eficiência produtiva, especialmente em sistemas de produção familiar e em mercados que buscam alimentos diferenciados e de maior qualidade nutricional.
Fonte: Embrapa.