Etanol Fecha Setembro em Alta em SP
Chuvas atrapalham moagem e petróleo valorizado sustentam preços; demanda cresce perto do feriado
As cotações dos etanóis hidratado e anidro encerraram o mês de setembro em alta no mercado spot do estado de São Paulo. A informação é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Segundo o Cepea, dois fatores explicam a alta:
1. Chuvas atrapalharam a colheita. As chuvas dificultaram o trabalho no campo e, consequentemente, a moagem da cana-de-açúcar. Menos cana processada significa menos etanol disponível no mercado.
2. Petróleo valorizado. A forte valorização do petróleo eleva a competitividade do etanol em relação aos combustíveis fósseis. Quando a gasolina fica mais cara, o etanol se torna mais atrativo para o consumidor. Isso reforça o movimento de alta nos preços dos biocombustíveis.
Neste começo de outubro, o ritmo de negócios continua aquecido. De acordo com o Cepea, distribuidoras mostraram maior interesse em adquirir novos volumes.
O motivo é a proximidade do feriado nacional do dia 12, Dia de Nossa Senhora Aparecida. Com o feriado, a demanda por combustível tende a aumentar, e as distribuidoras querem garantir estoque.
Entre 28 de setembro e 2 de outubro, os indicadores ficaram assim:
Etanol hidratado: O Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 2,5639 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins. Isso representa um recuo de 0,7% frente à semana anterior.
Etanol anidro: O Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,0579 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). Esse foi um pequeno avanço de 0,21% em relação à semana anterior.
Por que isso importa para você
Se você produz cana-de-açúcar, sabe que o preço do etanol influencia diretamente a sua rentabilidade. Quando o etanol sobe, a usina paga mais pela sua cana. Quando cai, o repasse também diminui.
Além disso, o etanol compete com a gasolina. Se o petróleo continua caro, o etanol ganha espaço. Isso é bom para o produtor de cana.
Mas atenção: as chuvas podem atrapalhar a moagem e reduzir a oferta. Se você tem cana para entregar, converse com a usina para alinhar o calendário de entrega.
Imagine que você fornece cana para uma usina em São Paulo. Com o petróleo acima de US$ 100 o barril, a usina prioriza a produção de etanol, que está mais competitivo. Isso aumenta a demanda pela sua cana.
Por outro lado, se as chuvas continuarem, a moagem pode atrasar. A usina pode reduzir o ritmo e você pode ter que esperar mais para entregar.
O equilíbrio entre esses fatores vai definir o preço que você recebe.
🔧 O que você pode fazer agora
1. Acompanhe os indicadores do Cepea. Os preços do etanol são divulgados semanalmente. Saber quanto vale o litro ajuda você a negociar melhor com a usina.
2. Fique de olho no petróleo. O preço do barril influencia diretamente a competitividade do etanol. Se o petróleo continuar alto, o etanol tende a se valorizar.
3. Planeje a entrega da cana. Se as chuvas estão atrapalhando a moagem, converse com a usina para ajustar o calendário. Evite deixar a cana parada no campo por muito tempo.
4. Aproveite a demanda do feriado. Com o feriado do dia 12 se aproximando, a demanda por etanol tende a crescer. Se você tem produto para vender, esse pode ser um bom momento.
5. Negocie com antecedência. Não deixe para negociar na correria. Converse com a usina ou comprador e trave parte da produção.
O que esperar dos próximos dias
O cenário segue favorável ao etanol. O petróleo está caro, a demanda está aquecida e as chuvas podem limitar a oferta. Isso tudo sustenta os preços.
Mas o mercado é dinâmico. Se o petróleo cair ou se as chuvas derem trégua, os preços podem recuar. O importante é estar informado e preparado.
Resumo da situação
- Setembro: etanol hidratado e anidro fecharam em alta.
- Motivos: chuvas atrapalharam moagem e petróleo valorizado.
- Outubro: ritmo de negócios aquecido, com distribuidoras comprando mais por causa do feriado do dia 12.
- Etanol hidratado: R$ 2,5639/litro (recuo de 0,7% na semana).
- Etanol anidro: R$ 3,0579/litro (avanço de 0,21% na semana).
- Próximos passos: acompanhar Cepea, ficar de olho no petróleo e planejar entrega da cana.
Fonte: Cepea.