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Clima Vai Mexer com o Mercado de Citros

Calor e El Niño podem segurar queda dos preços da laranja; tahiti tem maior cotação do ano antes de recuar

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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As condições climáticas devem influenciar o mercado de citros em outubro. É o que aponta o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Segundo o Centro, a expectativa é de que as temperaturas elevadas associadas ao El Niño favoreçam o consumo de laranja in natura. Isso pode limitar a queda dos preços, ainda que temporariamente.

O que aconteceu em setembro

De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas já impactaram a disponibilidade de fruta e o comportamento dos preços no mês passado.

Na primeira quinzena de setembro, as cotações da laranja pera de mesa foram sustentadas por dois fatores:

- A oferta limitada de variedades precoces, cuja colheita já se aproximava do fim.

- As chuvas, que dificultaram os trabalhos de campo.

Na segunda metade do mês, a elevação das temperaturas favoreceu a colheita de meia-estação. Isso ampliou a disponibilidade de laranja e pressionou as cotações para baixo.

Lima ácida tahiti tem maior preço do ano

No mercado de lima ácida tahiti, a oferta restrita durante a entressafra levou os preços ao maior patamar do ano. A predominância de frutos de calibre reduzido contribuiu para esse cenário.

Nas semanas seguintes, porém, a retomada da colheita pressionou as cotações.

A expectativa do Cepea é de aumento mais expressivo da oferta da fruta em São Paulo apenas em novembro.

Por que isso importa para você

Se você produz citros, sabe que o clima dita o ritmo da safra e dos preços. Entender como as chuvas e as temperaturas afetam a colheita e a demanda ajuda você a planejar melhor a venda.

Em setembro, quem colheu na primeira quinzena pegou preços melhores na laranja pera. Quem esperou a segunda metade viu a oferta aumentar e os preços caírem.

Na lima ácida tahiti, quem tinha fruta para vender durante a entressafra aproveitou o melhor momento do ano. Agora, com a colheita retomada, os preços recuaram.

Aqui vão algumas orientações práticas para o produtor de citros:

1. Acompanhe as previsões do tempo. O Cepea destaca que o El Niño e as temperaturas elevadas podem influenciar o consumo e a colheita. Fique atento aos boletins meteorológicos da sua região.

2. Planeje a colheita. Se você tem laranja de meia-estação para colher, avalie o melhor momento. A oferta maior tende a derrubar os preços. Se possível, escalone a colheita para não concentrar tudo na mesma semana.

3. Fique de olho na tahiti. A expectativa é de aumento mais expressivo da oferta em São Paulo apenas em novembro. Se você tem lima ácida para vender, acompanhe as cotações diárias e aproveite as janelas de preço melhor.

4. Considere o consumo interno. Com o calor, o consumo de laranja in natura tende a crescer. Isso pode segurar a queda dos preços. Se você vende para o mercado interno, fique atento a essa demanda.

5. Busque informações atualizadas. O Cepea divulga boletins periódicos com dados de preços e análise de mercado. Acompanhe para tomar decisões mais assertivas.

O que esperar de outubro

O cenário ainda é incerto. Por um lado, o calor pode estimular o consumo e limitar a queda dos preços. Por outro, a ampliação da oferta de meia-estação pode pressionar as cotações para baixo.

O equilíbrio entre esses fatores vai definir o comportamento do mercado neste mês.

Para o produtor, o mais importante é estar informado e preparado para agir conforme o cenário evoluir. Não deixe para decidir na hora da colheita. Planeje com antecedência e acompanhe o mercado de perto.

Fonte: Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), 2/10/2026.

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