Safra de milho recua após perdas por estiagem
Até o dia 4 de junho, os trabalhos haviam alcançado 4,4% da área cultivada no Centro-Sul do país. Na semana anterior, o índice era de 2,4%. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia apenas 1,9% da área.
A estimativa para a segunda safra de milho 2025/26 no Brasil foi revisada para baixo pela consultoria AgRural. O novo levantamento aponta produção de 108,2 milhões de toneladas, redução de 900 mil toneladas em relação à projeção anterior.
A revisão ocorre principalmente por causa da falta de chuvas em importantes regiões produtoras de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Nesses estados, a estiagem reduziu o potencial produtivo das lavouras e limitou parte dos ganhos esperados para a safra.
Mesmo com esse ajuste negativo, a produção segue em um patamar elevado e conta com o apoio de excelentes produtividades observadas em outras áreas do Centro-Sul. Mato Grosso continua sendo o principal destaque da temporada, apresentando resultados que ajudam a compensar parte das perdas registradas em regiões mais afetadas pelo clima.
A segunda safra, conhecida como safrinha, representa atualmente a maior parte do milho produzido no Brasil. No ciclo anterior, o país alcançou um recorde histórico de 113,2 milhões de toneladas, consolidando sua posição entre os maiores exportadores mundiais do cereal.
Além da revisão da produção, a AgRural também atualizou os números da colheita. Até o dia 4 de junho, os trabalhos haviam alcançado 4,4% da área cultivada no Centro-Sul do país. Na semana anterior, o índice era de 2,4%. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia apenas 1,9% da área.
O avanço segue liderado por Mato Grosso, onde as condições climáticas favoreceram a entrada das máquinas nas lavouras. O Paraná aparece na sequência, embora ainda enfrente dificuldades para acelerar os trabalhos devido à elevada umidade dos grãos e do solo. Mato Grosso do Sul também iniciou a colheita em áreas isoladas, ampliando o ritmo de retirada do milho no campo.
Para o produtor, o cenário mostra uma realidade comum da agricultura brasileira: enquanto algumas regiões sofrem perdas por falta de chuva, outras conseguem compensar parte desse impacto com produtividades acima da média. Isso ajuda a manter uma oferta expressiva de milho no mercado, mesmo diante dos desafios climáticos.
A expectativa agora está voltada para o avanço da colheita nas próximas semanas. Os resultados obtidos em campo serão decisivos para confirmar o tamanho final da safra e avaliar os impactos sobre os preços internos e as exportações brasileiras ao longo do segundo semestre.
🔧 Orientação prática: Se você ainda tem áreas em fase final de enchimento de grãos ou próximas da colheita, acompanhe atentamente as previsões climáticas e monitore a umidade dos grãos. Uma colheita realizada no momento correto ajuda a reduzir perdas, preservar a qualidade do produto e melhorar a rentabilidade da safra.