Orientação para Construção de Estufas Hidropônicas
Entre os fatores mais importantes para o controle ambiental, destaca-se a orientação geográfica da estrutura, devendo-se levar em consideração a luminosidade, vento e o tipo de cultura a ser produzida.
Entre esses a luminosidade é o mais importante pois dela depende a fotossíntese, estando em função do grau de transmitância, que, por sua vez, depende do ângulo de incidência dos raios solares, do tipo de material utilizado para cobertura e o tipo de estrutura (design).
Tal fato é muito importante em certas regiões, durante o período de inverno, pois podem apresentar menor comprimento do dia e menor inclinação dos raios solares sobre a terra (Figura 14), nestas regiões deve-se minimizar este efeito construindo-se a estrutura no sentido Leste-Oeste.

As plantas não devem fazer sombra umas sobre as outras, a linha de plantio deve seguir o alinhamento Norte-Sul.
Por outro lado, regiões entre o Equador e os trópicos, a inclinação e o formato da cobertura não são fatores determinantes e durante o verão o alinhamento mais recomendado é o Norte-Sul (Figura 15), devido o maior aproveitamento da incidência dos raios de menor energia durante a manhã e à tarde, havendo um auto sombreamento da estrutura durante as horas mais quentes do dia, com a luz se distribuindo mais uniforme ao longo do dia do que na orientação Leste-Oeste (CERMEÑO, 1990).

Em cultivos onde se deseja algum sombreamento durante a maior parte do dia deve-se utilizar o sentido Leste-Oeste (Figura 16), pois se promove o auto sombreamento.

Em se tratando de estruturas geminadas convém analisar o sombreamento causado pelas calhas, pois se o alinhamento for Leste-Oeste a sombra permanecerá constante em uma faixa de cultivo, já no sentido Norte-Sul a sombra é gerada por toda área.
O ângulo de incidência da radiação solar sobre a estufa é um fator determinante na quantidade de radiação transmitida para o interior da estufa.
Assim, o modelo de telhado pode influir muito sobre o crescimento final das plantas que está diretamente relacionado com a radiação recebida para as plantas realizarem fotossíntese.
Entre os diversos modelos existente, no geral o modelo em arco ainda se mostra um dos melhores, tanto pela praticidade de construção, quanto pela durabilidade quanto pela transmissão de radiação para o interior da estrutura (Figura 17).

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Fonte
COMETTI, Nilton Nélio; GENUNCIO, Gláucio da Cruz; ZONTA, Everaldo. Hidroponia para Técnicos. 1ª ed. Brasília – DF: IFB, 2019.