Mercado abre semana com otimismo e foco na política
A baixa do petróleo também adiciona bom humor às primeiras negociações da semana, após o presidente americano ter diminuído parcialmente as sanções à Rússia.
O mercado financeiro global iniciou a semana com menor aversão ao risco, o que deve ter impacto positivo nos ativos locais. Com agenda de indicadores esvaziada, a atenção dos investidores brasileiros se volta para o cenário político, na última semana antes do segundo turno.
No exterior, as ações de tecnologia garantem a recuperação inicial nos índices futuros em Wall Street. A baixa do petróleo também adiciona bom humor às primeiras negociações da semana, após o presidente americano ter diminuído parcialmente as sanções à Rússia.
O mercado também avalia dados positivos sobre o desempenho da economia chinesa. O PIB da China subiu 4,5% no terceiro trimestre de 2026 em base anual, e 1,2% em base trimestral, segundo o Departamento de Estatísticas. Os números vieram um pouco acima da previsão do mercado, que era de alta de 4,4%. A produção industrial chinesa subiu 5,5% em setembro em base anual, também acima da expectativa.
Por aqui, pesquisas divulgadas nesta manhã indicam vitória de Flávio Bolsonaro, mas a diferença segue apertada. Ontem, houve o primeiro debate entre o presidente Luiz Inácio da Silva e Flávio Bolsonaro. O mercado acompanha se houve algum vencedor e se isso impactará os números da pesquisa. O debate eleitoral deve trazer volatilidade nos próximos dias.
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,76% em outubro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro, a taxa havia sido de 1,47%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,79% no ano e de 5,02% em 12 meses.
As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central na pesquisa Focus mantiveram em 5,22% a previsão para a inflação medida pelo IPCA em 2026. Para 2027, a previsão subiu de 4,30% para 4,32%.
As projeções para o crescimento do PIB caíram: de 1,85% para 1,83% em 2026, e de 1,40% para 1,32% em 2027.
A pesquisa manteve em 13,25% a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. Atualmente, ela está em 13,75%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,50 ponto percentual até o final do ano. Para 2027, a estimativa para a Selic ficou em 12,00%.
A projeção para o câmbio em 2026 caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13 por dólar. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,26 para R$ 5,22.
Se você atua no agronegócio, esse cenário tem impactos diretos no seu dia a dia. A queda do dólar, por exemplo, afeta o preço das commodities e o custo de insumos importados. Já a expectativa de corte na Selic pode influenciar o custo do crédito rural e a rentabilidade de investimentos na propriedade.
A volatilidade política também pode mexer com o mercado de câmbio e com as cotações agrícolas nas próximas semanas. E a inflação em alta pressiona os custos de produção, especialmente de fertilizantes e defensivos.
🔧 Orientação:
Se você precisa contratar crédito rural, fique de olho na trajetória da Selic. Um corte nos juros pode reduzir o custo do financiamento, mas as condições dependem de cada linha de crédito e do banco.
Se você exporta, acompanhe o câmbio. A desvalorização do dólar frente ao real pode reduzir a receita em reais, mas também baratear insumos importados.
E, diante da volatilidade política, evite decisões precipitadas de venda ou investimento. Acompanhe as pesquisas e o noticiário econômico, mas mantenha o foco na gestão da propriedade e no planejamento de safra.
Resumo prático:
- Mercado global abre semana com menor aversão ao risco e dados positivos da China.
- No Brasil, foco na política e no primeiro debate do segundo turno.
- IGP-10 sobe 1,76% em outubro e acumula alta de 5,02% em 12 meses.
- Focus mantém IPCA em 5,22% para 2026, projeta Selic a 13,25% e dólar a R$ 5,13.
- Produtor rural deve acompanhar câmbio, juros e inflação para planejar crédito e vendas.
Fonte: Safras.