Agricultura

Greening é detectado pela primeira vez no RS

As ações seguem as diretrizes da Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que estabelece o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening.

Gustavo Loose
Especialista
3 min de leitura
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta segunda-feira (8) os primeiros casos de greening (Huanglongbing – HLB) em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. A doença foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina.

A confirmação ocorreu após análises laboratoriais realizadas pela rede oficial do Ministério. A detecção faz parte de um trabalho de monitoramento realizado desde 2004 pelo Mapa e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi-RS), intensificado nos últimos anos devido ao avanço da doença em estados vizinhos e países do Mercosul.

Considerado o principal problema fitossanitário da citricultura mundial, o greening é causado por bactérias transmitidas pelo psilídeo (Diaphorina citri). A doença provoca deformação dos frutos, redução da qualidade, queda de produtividade e pode levar à morte das plantas ao longo do tempo.

Após a confirmação dos focos, equipes técnicas do Mapa e da Seapi-RS iniciaram ações de contenção na região. Entre as medidas previstas estão o monitoramento de propriedades vizinhas, a intensificação da vigilância fitossanitária, o controle do inseto vetor e a erradicação das plantas contaminadas.

As ações seguem as diretrizes da Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que estabelece o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. O objetivo é impedir que a doença alcance áreas comerciais de produção e comprometa a citricultura gaúcha.

Embora o greening não represente risco à saúde humana, os prejuízos econômicos para o setor podem ser significativos. Em regiões onde a doença se espalhou sem controle, produtores enfrentaram aumento de custos, redução da vida útil dos pomares e queda expressiva na produção.

Para quem produz citros, o alerta é reforçar a inspeção das plantas e utilizar apenas mudas certificadas e de origem comprovada. O trânsito irregular de mudas é uma das principais portas de entrada para a disseminação da doença.

🔧 Orientação prática: Se você possui pomar de laranja, limão, tangerina ou outras espécies cítricas, observe regularmente sintomas como folhas amareladas de forma irregular, frutos pequenos e deformados e queda prematura. Ao identificar suspeitas, comunique imediatamente os órgãos de defesa agropecuária para evitar a disseminação do greening na região.

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