Descubra como as leguminosas podem revolucionar a sua produção agrícola
As leguminosas são plantas que possuem sementes em vagens e são uma importante fonte de proteína vegetal, além de serem muito benéficas para o solo, pois possuem bactérias que fixam nitrogênio.
Por isso, elas são muito importantes para os estudantes de agronomia e produtores rurais. Neste artigo, vamos falar sobre as leguminosas, seus benefícios e como cultivá-las.
O que são leguminosas?
As leguminosas, como dito acima, são plantas que possuem sementes em vagens, como feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja, entre outras. Elas são uma importante fonte de proteína vegetal e são utilizadas na alimentação humana e animal.
Identificar uma planta leguminosa pode ser um pouco desafiador, especialmente para pessoas que não têm muita experiência em botânica ou agricultura. No entanto, existem algumas características que podem ajudar a reconhecer as plantas leguminosas.
Em primeiro lugar, as leguminosas geralmente têm folhas compostas, ou seja, cada folha é composta de várias folíolos. Esses folíolos podem ser ovalados, lanceolados ou em forma de coração, dependendo da espécie.

Além disso, muitas leguminosas apresentam flores vistosas, que podem ser brancas, amarelas, vermelhas, roxas ou azuis. Essas flores geralmente têm uma estrutura característica, com pétalas em forma de asa, uma pétala inferior maior em forma de banner e várias outras pétalas formando uma estrutura tubular.

Outra característica comum das leguminosas é a presença de vagens ou legumes, que são frutos em forma de sementes. Essas vagens podem ser longas e finas, como no caso do feijão, ou curtas e arredondadas, como no caso da ervilha.

Algumas leguminosas também apresentam nódulos nas raízes, que são estruturas responsáveis pela fixação do nitrogênio do ar. Esses nódulos são formados em simbiose com bactérias do gênero Rhizobium e podem ser observados nas raízes das plantas.

No entanto, é importante lembrar que nem todas as plantas com vagens ou flores vistosas são leguminosas. Algumas plantas de outras famílias, como as fabáceas e as malváceas, podem apresentar características semelhantes. Por isso, para uma identificação precisa, pode ser necessário consultar um especialista em botânica ou agricultura.
Benefícios das leguminosas
As leguminosas possuem diversos benefícios, tanto para a alimentação quanto para o solo. Elas são uma fonte de proteína vegetal de baixo custo e são ricas em fibras, vitaminas e minerais. Além disso, elas ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e previnem doenças cardiovasculares.
No que diz respeito ao solo, as leguminosas são muito benéficas, pois possuem bactérias que fixam o nitrogênio atmosférico, transformando-o em uma forma que as plantas podem utilizar. Dessa forma, as leguminosas ajudam a melhorar a fertilidade do solo, reduzindo a necessidade de adubação química.
Como elas fixam nitrogênio?
As leguminosas têm a capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico, convertendo-o em uma forma que pode ser utilizada pelas plantas. Isso ocorre graças a uma relação simbiótica entre as leguminosas e as bactérias do gênero Rhizobium, que vivem nos nódulos das raízes das plantas.

As bactérias do gênero Rhizobium colonizam as raízes das leguminosas e, em troca de abrigo e nutrientes, fornecem nitrogênio para a planta. Durante o processo de fixação de nitrogênio, as bactérias convertem o nitrogênio atmosférico em amônia, que é transformada em outros compostos nitrogenados, como aminoácidos e proteínas, que podem ser utilizados pelas plantas.
Essa relação simbiótica entre as leguminosas e as bactérias do gênero Rhizobium é muito importante na agricultura, pois permite a redução do uso de fertilizantes nitrogenados, que são caros e têm impactos ambientais negativos. As leguminosas podem ser utilizadas como culturas de cobertura, adubos verdes ou rotação de culturas para melhorar a fertilidade do solo e reduzir a dependência de fertilizantes químicos.
Será que é preciso fazer adubação nitrogenada nas leguminosas?
Bem, como você sabe, as leguminosas são plantas capazes de fixar o nitrogênio atmosférico por meio de bactérias presentes em suas raízes. Esse processo é uma verdadeira maravilha da natureza, pois permite que essas plantas consigam suprir suas necessidades de nitrogênio sem precisar de adubação nitrogenada.
No entanto, como tudo na agronomia, a resposta completa é um pouco mais complexa do que isso. Embora as leguminosas sejam capazes de fixar o nitrogênio, em algumas situações pode ser recomendada a adubação nitrogenada.

Por exemplo, se o solo for muito pobre em nutrientes ou se houver um déficit de nitrogênio no início do ciclo da cultura, a adubação nitrogenada pode ajudar a aumentar a produtividade da leguminosa. Além disso, em algumas situações específicas, como em áreas muito degradadas, a fixação de nitrogênio pelas leguminosas pode ser limitada e, nesses casos, a adubação nitrogenada pode ser uma opção para aumentar a produção.
Sendo assim, é importante lembrar que o excesso de nitrogênio pode ter efeitos negativos na qualidade da cultura e na fertilidade do solo a longo prazo. Por isso, é necessário fazer uma análise do solo para determinar as necessidades nutricionais da cultura e escolher a melhor opção de adubação.
Outra dica importante é escolher a leguminosa adequada para a região em que se pretende plantar. Algumas leguminosas, como a soja e o feijão, são mais adaptadas a regiões de clima tropical e subtropical, enquanto outras, como a lentilha e a ervilha, são mais adequadas a climas temperados.
Como utilizar leguminosas na alimentação de bovinos?
As leguminosas podem ser utilizadas na alimentação de bovinos de diversas formas, seja como forragem fresca, feno, silagem ou como parte integrante de uma dieta concentrada.
As leguminosas são uma excelente fonte de proteína para os bovinos, devido ao seu teor elevado de proteína bruta e de aminoácidos essenciais. Além disso, elas também são ricas em minerais, vitaminas e fibras, que são importantes para a saúde dos animais.
A seguir, algumas formas de utilizar as leguminosas na alimentação de bovinos:
Forragem fresca
As leguminosas podem ser utilizadas como pastagem para os bovinos. O pastejo direto das leguminosas é uma opção econômica e saudável para os animais, que têm acesso a nutrientes frescos e variados.

Feno
As leguminosas podem ser colhidas e secas para produção de feno, que pode ser utilizado na alimentação dos animais durante o período de escassez de pastagem.
Silagem
As leguminosas também podem ser ensiladas para a produção de silagem, que é uma opção para fornecer alimentos de qualidade durante o período de inverno.
Concentrado
As leguminosas também podem ser utilizadas como parte integrante de uma dieta concentrada, em forma de farelo ou pellet, para aumentar o teor de proteína e outros nutrientes na alimentação dos animais.
Como cultivar leguminosas?
Para cultivar leguminosas, é necessário escolher uma área com boa luminosidade e solo bem drenado. As leguminosas preferem solos leves e férteis, por isso, é recomendado adicionar matéria orgânica antes do plantio.
As sementes de leguminosas devem ser plantadas a uma profundidade de 3 a 4 centímetros, com uma distância de cerca de 10 a 15 centímetros entre as plantas. O plantio pode ser feito diretamente no solo ou em bandejas para mudas, que devem ser transplantadas para o solo após algumas semanas.
É importante lembrar que as leguminosas devem ser irrigadas regularmente, mas sem excesso de água, para evitar o apodrecimento das raízes.
Leguminosas na recuperação de áreas degradas
As leguminosas são uma opção interessante para a recuperação de áreas degradadas. Isso se deve à sua capacidade de fixar o nitrogênio atmosférico, que pode enriquecer o solo com nutrientes essenciais e melhorar a fertilidade do solo. Além disso, as leguminosas podem ajudar a melhorar a estrutura do solo, oferecer sombra e proteção para outras plantas e aumentar a biodiversidade da vegetação local.
Existem diferentes maneiras de utilizar as leguminosas para a recuperação de áreas degradadas. Uma das formas mais comuns é o plantio direto, que envolve o plantio de leguminosas diretamente no solo. É importante escolher as leguminosas mais adequadas para as condições de solo e clima da região, e as sementes podem ser plantadas manualmente ou com o uso de equipamentos específicos, como plantadeiras.
As leguminosas também podem ser utilizadas como adubo verde, o que significa que elas são plantadas e deixadas crescer por um período determinado antes de serem cortadas e incorporadas ao solo. Isso ajuda a melhorar a fertilidade do solo e fornecer nutrientes para outras plantas que serão introduzidas posteriormente. Além disso, as leguminosas também podem ser usadas em consórcio com outras espécies de plantas, como árvores, arbustos e outras leguminosas, para melhorar a diversidade da vegetação e oferecer mais benefícios para o solo e a fauna local.
Utilizando leguminosas para adubação de solo
A adubação verde é uma prática agrícola que utiliza plantas para melhorar a fertilidade do solo, aumentar a matéria orgânica, controlar a erosão e reduzir a necessidade de fertilizantes químicos. As leguminosas são excelentes opções para a adubação verde, pois são capazes de fixar o nitrogênio atmosférico, enriquecendo o solo com esse nutriente essencial.
A seguir, algumas formas de utilizar as leguminosas na adubação verde:
Cultivo de cobertura
As leguminosas podem ser utilizadas como culturas de cobertura entre safras, após a colheita da cultura principal. Nesse caso, elas são semeadas no solo e deixadas crescer até próximo à época de plantio da próxima cultura. Em seguida, são cortadas e deixadas na superfície do solo para a decomposição, enriquecendo o solo com matéria orgânica e nitrogênio.
Adubo verde
As leguminosas também podem ser utilizadas como adubo verde em áreas de pastagem ou em outras culturas. Nesse caso, elas são semeadas e cultivadas até um estágio de crescimento específico, quando são cortadas e incorporadas ao solo. Esse processo ajuda a melhorar a estrutura do solo, aumenta a disponibilidade de nutrientes e reduz a compactação do solo.

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Rotação de culturas
As leguminosas podem ser utilizadas como parte de um sistema de rotação de culturas, em que diferentes culturas são plantadas em sequência em uma mesma área. Esse processo ajuda a reduzir a incidência de pragas e doenças e a melhorar a fertilidade do solo.
Sistemas agroflorestais
As leguminosas também podem ser utilizadas em sistemas agroflorestais, em que são plantadas em conjunto com outras culturas, como árvores frutíferas ou florestais. Nesse caso, elas ajudam a melhorar a fertilidade do solo e fornecem sombra e proteção para as outras culturas.

Tipos de leguminosas mais comuns para regiões quentes
Feijão-caupi (Vigna unguiculata)
É uma leguminosa bastante comum em regiões quentes e secas, sendo resistente à seca e ao calor. É utilizado tanto na alimentação humana quanto animal.

Amendoim (Arachis hypogaea)
É uma leguminosa que se adapta bem a solos arenosos e quentes, sendo bastante utilizada na culinária como fonte de proteína vegetal.

Feijão-mungo (Vigna radiata)
É uma leguminosa originária da Índia e bastante adaptada a climas quentes. É uma fonte de proteína vegetal bastante utilizada na culinária asiática.

Soja (Glycine max)
É uma leguminosa que se adapta bem a climas quentes e úmidos, sendo utilizada na alimentação humana e animal. Além disso, a soja é uma importante fonte de proteína vegetal e de óleo.

Crotalária (Crotalaria juncea)
É uma leguminosa que se adapta bem a solos quentes e secos, sendo utilizada como adubo verde e forragem.

Apesar de serem leguminosas adaptadas a climas quentes, cada uma delas possui suas próprias características e requisitos de cultivo, e é sempre importante pesquisar sobre a espécie específica antes de cultivá-la.
Tipos de leguminosas mais comuns para regiões frias
As leguminosas mais adaptadas a regiões frias possuem características que lhes permitem tolerar o clima frio e, muitas vezes, úmido. Entre as leguminosas mais adequadas para regiões frias, destacam-se:
Lentilha (Lens culinaris)
É uma leguminosa adaptada a climas temperados e frios, sendo cultivada principalmente em regiões montanhosas. É uma fonte de proteína vegetal importante na culinária de diversos países.

Ervilha (Pisum sativum)
É uma leguminosa adaptada a climas temperados e frios, sendo utilizada tanto na alimentação humana quanto animal. É uma cultura importante na Europa e em regiões montanhosas.

Grão-de-bico (Cicer arietinum)
É uma leguminosa originária da Ásia Ocidental e adaptada a climas temperados e frios. É utilizada na culinária em diversas regiões do mundo e é uma fonte importante de proteína vegetal.

Feijão-branco (Phaseolus vulgaris)
É uma leguminosa que se adapta bem a climas temperados e frios, sendo cultivada principalmente em regiões montanhosas. É utilizado na culinária em diversos países e é uma fonte importante de proteína vegetal.

Fava (Vicia faba)
É uma leguminosa adaptada a climas temperados e frios, sendo cultivada principalmente em regiões montanhosas. É utilizada na alimentação humana e animal, e é uma fonte importante de proteína vegetal.


Cada uma dessas leguminosas possui suas próprias características e requisitos de cultivo, por isso é importante pesquisar e adaptar as técnicas de cultivo de acordo com a espécie específica e as condições climáticas locais.
Utilize leguminosas para ganhos na propriedade
Existem diversas leguminosas de interesse agronômico, mas algumas são mais utilizadas e estudadas do que outras. Aqui estão algumas das principais:
Soja
A soja é uma das principais culturas do mundo, devido ao seu alto teor de proteínas e seu uso em diversos produtos alimentícios e para ração animal.

Segundo a Embrapa, o custo médio para o plantio de um hectare de soja é de aproximadamente R$ 3.800, considerando os gastos com sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e outros insumos necessários. Já a produtividade média esperada é de cerca de 55 sacas por hectare, o que representa um rendimento bruto de aproximadamente R$ 7.150, considerando o preço atual da soja.
Subtraindo o custo total do rendimento bruto, temos um lucro médio de R$ 3.350 por hectare de soja plantado.
Mas valores podem variar bastante de acordo com as condições específicas de cada lavoura. Por isso, é fundamental fazer um planejamento adequado e monitorar os resultados ao longo do ciclo da cultura para garantir uma boa rentabilidade.
Feijão
O feijão é uma das principais fontes de proteína para muitas pessoas em todo o mundo e também é utilizado como cultura de subsistência.

Segundo a Embrapa, o custo médio para o plantio de um hectare de feijão é de aproximadamente R$ 3.000, considerando os gastos com sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e outros insumos necessários. Já a produtividade média esperada é de cerca de 16 sacas por hectare, o que representa um rendimento bruto de aproximadamente R$ 4.800, considerando o preço atual do feijão.
Subtraindo o custo total do rendimento bruto, temos um lucro médio de R$ 1.800 por hectare de feijão plantado. No entanto, assim como no caso da soja, é importante lembrar que esses valores podem variar bastante de acordo com as condições específicas de cada lavoura.
Para garantir uma boa rentabilidade na produção de feijão, é fundamental fazer um planejamento adequado, escolher as variedades mais adequadas para a região, manejar corretamente as plantas e controlar as pragas e doenças que podem afetar a produtividade.
Amendoim
O amendoim é uma cultura importante, pois é utilizado para produzir óleo e produtos alimentares, como manteiga de amendoim.

Segundo também a mesma empresaa, o custo médio para o plantio de um hectare de amendoim é de aproximadamente R$ 3.800, considerando os gastos com sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e outros insumos necessários.
Já a produtividade média esperada é de cerca de 25 sacas por hectare, o que representa um rendimento bruto de aproximadamente R$ 6.250, considerando o preço atual do amendoim.
Subtraindo o custo total do rendimento bruto, temos um lucro médio de R$ 2.450 por hectare de amendoim plantado. No entanto, assim como no caso da soja e do feijão e da soja, é importante lembrar que esses valores podem variar bastante de acordo com as condições específicas de cada lavoura.
Lentilha
A lentilha é uma fonte importante de proteína para muitas pessoas em todo o mundo e é uma cultura de subsistência em muitas regiões.

O custo médio para o plantio de um hectare de lentilha é de aproximadamente R$ 2.700, considerando os gastos com sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e outros insumos necessários. Já a produtividade média esperada é de cerca de 8 a 10 sacas por hectare, o que representa um rendimento bruto de aproximadamente R$ 3.200 a R$ 4.000, considerando o preço atual da lentilha.
Subtraindo o custo total do rendimento bruto, temos um lucro médio de aproximadamente R$ 500 a R$ 1.300 por hectare de lentilha plantado. No entanto, é importante lembrar que esses valores podem variar bastante de acordo com as condições específicas de cada lavoura.


Alfafa
A alfafa é uma leguminosa utilizada principalmente para alimentação animal, pois é rica em nutrientes e pode ser cultivada em diversas condições climáticas.

De acordo com a Embrapa, o custo médio para o plantio de um hectare de alfafa é de aproximadamente R$ 3.600, considerando os gastos com sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e outros insumos necessários. Já a produtividade média esperada é de cerca de 5 a 10 toneladas de massa verde por hectare, o que representa um rendimento bruto de aproximadamente R$ 7.500 a R$ 15.000, considerando o preço atual da alfafa.
Subtraindo o custo total do rendimento bruto, temos um lucro médio de aproximadamente R$ 3.900 a R$ 11.400 por hectare de alfafa plantado. No entanto, é importante lembrar que esses valores podem variar bastante de acordo com as condições específicas de cada lavoura.
A alfafa é uma cultura forrageira que apresenta grande importância econômica para a pecuária, devido ao seu alto valor nutricional e grande palatabilidade para os animais. Além disso, a alfafa também é uma cultura importante para a produção de sementes, que são utilizadas para a produção de forragem e para a exportação.
Outras são o Trevo e o Vetch
O trevo é uma leguminosa utilizada para pastagem e feno para alimentação animal, além de ajudar a fixar nitrogênio no solo.
Enquanto o vetch é uma leguminosa utilizada para adubo verde e também pode ser utilizada como forragem para alimentação animal.
Essas são apenas algumas das leguminosas de maior interesse agronômico, mas existem muitas outras que são importantes para a agricultura e a alimentação humana e animal.
Cada uma tem suas próprias características e benefícios, e a escolha da leguminosa adequada depende das condições de solo e clima da região e dos objetivos do produtor.
Existem árvores leguminosas?
O interessante de leguminosas arbóreas é que elas tanto cumprem seu papel no solo de nutrição e adição do nitrogênio mas também produzem uma excelente matéria orgânica e massa vegetal.
Fora que também trazem benefícios e servem sombreamento para áreas em recuperação florestal e proteção do ambiente.
Algumas das árvores leguminosas mais conhecidas incluem:
Acácia: existem muitas espécies de acácia, algumas das quais são amplamente cultivadas por sua madeira, forragem ou como ornamentos.

Cássia: também conhecida como canafístula, a cássia é uma árvore de florescência amarela e frutos em forma de vagem. É amplamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais, tanto para fins ornamentais quanto para produção de lenha e madeira.

Inga: as árvores de inga produzem frutos comestíveis e são amplamente utilizadas na agrofloresta, especialmente em sistemas agroflorestais nas regiões tropicais da América Latina.

Enterolobium: também conhecido como timburi, é uma árvore de grande porte, comum em florestas tropicais e amplamente utilizada para fins ornamentais.

Albizia: também conhecida como albizia ou acácia-branca, é uma árvore de rápido crescimento, amplamente utilizada para fins ornamentais, madeira e forragem.

Tipuana: é uma árvore de grande porte, originária da América do Sul, com flores amarelas e vagens. É frequentemente cultivada como árvore de sombra e ornamental.

Conclusão
As leguminosas são plantas muito importantes para a alimentação humana e animal, além de serem benéficas para o solo. Elas são uma fonte de proteína vegetal de baixo custo e são ricas em fibras, vitaminas e minerais. Por isso, estudantes de agronomia e produtores rurais devem considerar incluí-las em seus projetos de cultivo. Com as informações apresentadas neste artigo, é possível cultivar leguminosas com sucesso e colher seus benefícios.
Espero que esse artigo tenha sido útil para você, estudante de Agronomia. Lembre-se sempre da importância das leguminosas na agricultura, tanto na produção animal quanto vegetal, além do papel fundamental da fixação biológica do nitrogênio na fertilidade do solo.
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